ADR-0023 — Dois registros do juízo, e a calibração do abate
Status: aceito (operator, 2026-07-04, sessões 6be5a9c9 + continuação) Contexto: o resgate da agência (docs/agencia/design-organismo.md). O edge velho tinha dois adversariais que o edge-next perdeu: o subtrativo (conteúdo) e o meta ("devia existir?"). Rebuildá-los exige regras duras sobre COMO o abate mata — senão ele vira ou gate aditivo (a robotização) ou exterminador de serendipidade.
Decisão
1. Todo juízo pertence a um de dois registros, com réguas meta distintas — e a régua de um mata o outro:
- agência (consequência): "muda o que o operador FAZ?" — acionamento conta mesmo se o
outcome falhar (caso DSPy: "acionei, não deu certo, foi uma boa dica"); mover a fronteira conta.
- lazer (serendipidade): "é curiosidade genuína do agente?" — payoff defasado e
probabilístico; NUNCA cobrar consequência imediata dele.
2. O abate mata o oco, nunca o incerto. Claim incerta-mas-fronteiriça é REBAIXADA à sua força honesta ("use X" → "teste X — é a pesquisa que vale"), não exterminada. Precedente: o edge velho cortou "ninguém provou MIPROv2 pra negociação" e entregou o experimento.
3. O alvo é a banda da fronteira adjacente: fora do que o operador sabe, colado no que ele faz ("sou profissional de IA e não conhecia"). Dentro da fronteira = imposto (re-ensino); longe demais = exótico.
4. O abate é OBEDECIDO, não exibido. Morto não chega ao operador (vai ao eventlog); sobrevivente é desenvolvido fundo (profundidade dos sobreviventes). Um "o que eu não sei" adicionado por rito é forma sem função — o modo de falha que robotizou o edge-next.
5. Silêncio é output válido. Zero sobreviventes = não chega. O beat produz sempre; a agência fala só quando algo sobrevive.
6. A chegada é SERIAL. "Não consigo lidar com dois grills de uma vez" — um grill vivo por vez; o resto enfileira. O recurso escasso é a atenção do mentee (Depth: ceiling, não floor).
7. Lei do executor: uma skill é ouro quando o executor do output é o próprio agente (reflexao: "Arquivos alterados:" em toda entrada); é show quando o executor é o operador e ela não vai atrás dele (estrategia: "aguardando operador"). Todo output do organismo ou se executa, ou CHEGA de verdade — nunca fila de gaveta.
Consequências
- O review do organismo implementa (2)-(5); o CHEGAR implementa (6) e o registro humano.
- A reflexão periódica (órgão herdado do nailton) audita o próprio abate contra (2)-(4) usando
o eventlog de mortes — sem ela o abate não aprende.
- Falsificação: se o abate matar sistematicamente apostas que depois se provam fronteira útil,
a regra (2) está mal calibrada — o log permite conferir.